quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

A Montanha Branca

Fala malucada!

Acabei de jantar! Banquete provido pelo Mc! Franguinho frito, torta de maçã e por aí vai... tô numa fase que não me alimento mais... simplesmante ingiro. Mas vamos ao que interessa!

Em uma bela manhã havaiana nosso querido chefe Sr. Siriguejo resolveu levar os Waimea Boys para um passeio, e lá fomos nós conhecer aquela bela montanha que vemos diariamente pelas janelas do Mc.
Mauna Kea. Esse é o nome da maior montanha do mundo. Não, não é o Everest com seus absurdos 8848 metros. Calma que eu vou tentar explicar.
O pico do Everest é o ponto mais alto do mundo, fato. Porém “a montanha” Everest está apoiada na cadeia do Himalaia, como se uma pedra gigante estivesse sobre um outro troço maior ainda. Já Mauna Kea com seus singelos 4205 metros de altura é a maior montanha quando medida da base (abaixo do Pacífico) ao topo, tendo então expressivos 10000 metros(!). Não podia deixar de ser um vulcão inativo, formado entre 200 e 250 mil anos, fez seu último show ‘’pirotécnico’’ há uns 100 anos.
O pico está situado aproximadamente 40% acima da atmosfera da Terra, esse é um dos fatores que torna o local um dos melhores pontos de observação astronômica do mundo.

Mauna Kea vista de Waimea. Essa é uma parte da rua que moro.

Mauna Kea vista...
... de perto de Hapuna Beach.

Sadlle Road é a estrada que leva à montanha e é a pior estrada do Havaí, porém para nós brazucas não é tão ruim assim afinal estamos acostumados com benditas BR’s que podiam bem servir de cenário para qualquer corrida off-road. Minha primeira incursão por essa estrada foi em uma fria noite sem nuvens no céu. Sapupara e eu estávamos entediados e resolvemos sair por aí dirigindo. - Ei! Vamos pegar aquela estrada foda que vai pra montanha? Ha! Topei na hora!
Depois de dirigir por algum tempo resolvemos parar pra dar uma olhada no céu, e eu tentar achar algum disco-voador. CARALEO!!! Que céu! Sem dúvida foi o melhor que já vi em minha vida. Um verdadeiro planetário! Tentei por em prática o pouco que aprendi no curso de observação do céu que fiz no planetário mas o frio era tanto que não conseguimos ficar muito tempo pra fora do carro, além do que nosso querido Buickzão estava dando sinais de preguiça ameaçando desligar. É, ele é bem temperamental, às vezes decide não ligar... então temos que esperar uns 40 minutos até que ele resolva nos levar por aí.
Adoro me sentir pequeno e insignificante diante das criações da natureza, é esse foi um dos momentos. Gosto pois me dispo de nossa arrogância humana e me coloco de novo em meu papel no planeta, apenas um outro ser que perambula por aí tentando conseguir comida e sexo.

Fizemos uma parada no centro turístico ao pé da montanha, onde pudemos perceber onde estavão as nuvens. Abaixo de nós! Tinhámos realmente trilhado uma estrada para as nuvens... e acima.


O centro turísitico é pequeno mas legal, vídeozinhos rolando e um monte de japoneses assistindo, computadores pra fuçar em alguns programas de astronomia e todo tipo de tranqueira que sua falta de consciência permita comprar. Tem até uma bandeira do Brasilsilsilsil! Nosso país participa do consórcio do observatório Gemini.

Sapupa e Siriguejo

Piquenique no centro turístico.

Vegetação ao pé do Mauna Kea. Me senti na África. Não parece?


Seguimos então por uma estrada não asfaltada onde só é permitido o tráfego de 4x4. O cenário foi se modificando cada vez mais. Gelo, uma terra avermelhada estranha e bonita.



Me senti em filme de ficção-científica andando por entre os observatórios e antenas, pisando em neve e vendo as nuvens lá embaixo.








Mauna Loa. Outro vulcão inativo.

Quando achei que o passeio estava chegando ao fim o Siriguejo parou o carro ao lado de um grande morro coberto de neve, do porta-malas tirou uma cadeira, um cooler com refrigerantes e cerveja, sentou-se e ficou nos assistindo enquanto lutávamos tentando chegar ao topo do morro. Dava uns dez passos e tinha que parar pra respirar, pois naquelas condições andar e respirar ao mesmo tempo era uma tarefa muito complicada.


O carro ia ficando cada vez menor e meu fôlego também.

Chegamos! Tô cansado... afff... mas peraí! Isso não é só um morro. O que é isso? Porra! É um vulcão inativo!! Hahaha! Comecei a rir sozinho! Emocionante! Sei lá pra alguns pode parecer uma puta bobagem... mas curto tanto esse tipo de coisa que fiquei extasiado!

Silêncio... que paz... ficamos sem falar por algum tempo... cada um curtindo seu próprio momento com o vulcão.

Não deveria ter ficado tão surpreso ao me deparar com um vulcão afinal o arquipélago é formado por atividade vulcânica, mas foi naquele momento que pude realmente vivenciar e entender o que isso significa. Quanta força!

Olhava aquela imensa depressão, formada quando a lava da caldeira acaba e o vulcão se colapsa, e ficava imaginando o tamanho quando estava ativo. Pegava as pedras que estavam no chão, algumas leves e porosas, outras mais densas... fiz um puta esforço pra relembrar algumas coisas das aulas de geologia mas fiquei cansado e resolvi apenas contemplar. O tempo parou.













domingo, 6 de janeiro de 2008

Aloha, Mahalo, Mele Kalikimaka Meka Haouli Makahiki Hou!

Fala Putada!! Finalmente, hein?

Finalmente mesmo... comecei a curtir o Hawaii do jeito que eu imaginava curtir.

É, demorei uma cara pra me sentir empolgado o suficiente pra contar minhas aventuras e desventuras por estas terras insanas. Isso porque o ínicio da viagem foi foda. Não vou escrever tudo o que rolou até agora em ordem cronológica, até mesmo porque não quero que esse blog se torne apenas um diário e sim um espaço pra escrever o que eu tiver afim, sem me preocupar com lógica nem com a bela e chata norma culta do nosso idioma. Quero que meus textos soem como uma conversa regada a cerveja e cachaça no Terra Nova!

Mais uma vez confirmo o dito: "Há males que vêm para o BEM"... é galera, passei um nervoso por aqui no começo... imaginem o cenário: - Vc viaja pro Hawaii achando que no aeroporto será recebido com um "lei" (o famoso colar havaiano), vai viver numa cidade com muitas praias paradisíacas, fazer um surfe diário, morar num quarto com apenas outra pessoa (como prometido no contrato), trabalhar pouco e ganhar muito (tudo bem... isso só na minha cabeça de preguiçoso, hahaha!). E quando teu avião pousa depois de sei lá quantas vinte horas viajando vc descobre que o paraíso pode escapar pelos dedos... Ahhh! Que foda!

Rolou mais ou menos assim: Fomos recebidos no aeroporto (meu brother Sapupara e eu) com uma humidade irritante e nossa "chefe" que nos avisou que iríamos passar UMA noite na casa do Ernie (nosso outro chefe). Essa uma noite virou duas semanas, onde o que fazíamos era ir pro trabalho e voltar pra casa. E o pior, não estávamos morando em Kailua-Kona (a cidade quente, com praias, turistas e tal...), estávamos morando em Waimea (no meio da ilha, frio, sem praias nem outro tipo de diversão). Ah fodeu!
Nessa altura do campeonato já estávamos morando com o Tiago (piá de Curitiba) e o Léo (de BH). Os quatro putos da cara! Nos sentindo enganados, dormindo no chão da casa do chefe! Porra, gastamos uma grana pra vir pra cá e agora nos tratam como imigrantes ilegais! Pensamos em milhões de maneiras de ir morar em Kona, mas nenhuma era a solução. Além desse lance, uma caralhada de problemas foi rolando, se acumulando e me deixando cada vez mais decepcionado. Bom, resumindo pois cansei de reclamar, agora percebo que ter ficado em Waimea foi muito bom.

Estamos finalmente morando em um ap muito bom para os padrões tupiniquins, o que pra galera aqui não é lá grande coisa. Dois por quarto, sala grande, cozinha idem, “sala de jantar”, banheira no banheiro, máquina de lavar e secar (isso é uma puta mão na roda) e até um jardim! Enquanto isso a galera que tá em Kona está morando nums aps zuados... pequenos...
Beleza, mas cadê o Sol, a praia... o Hawaii?! Ha! A solução veio a galope, ou melhor, veio em um V6.

Foi nosso presente de Natal. Passamos o dia de Natal na casa de um milhão de doletas do Robert (dono dos Mc’s da ilha), o cara parece o Siriguejo (sei lá como escreve isso) do Bob Esponja, é um perfeito porco capitalista estressado (também pudera... dono de Mc!). A casa é linda. Dentro de um condomínio fechado em Kona e com uma vista deslumbrante para o Pacífico (cara! Esse oceano é muito foda!). Surge então um carro preto todo destruído ( “but runs good”, segundo o antigo dono). Haha! É isso mesmo que eu quero! Pensei... e o Sapupa também estava com a mesma idéia. Compramos o carro e nossa liberdade no dia 25.
Então vamos a la playa! E fomos... agora tô vendo vantagem em vir pro Hawaii... era o que pensava enquanto dirigíamos.

Água com CORES que achei só existirem no Photoshop.
Areia preta, cinza, branca. Praia sem areia.

Snorkel e peixes que nunca vi em nenhum áquario... e tomara nunca veja...
Antes de ontem nadei com uma tartaruga! Depois trabalhei mais de oito horas sem nem perceber...

Waipio Valley... um lugar mágico, parecia que a qualquer momento um Tiranossauro iria aparecer, o lugar é Jurassic Park total.

Tudo que não fizemos em um mês resolvemos fazer em uma semana... fomos até parados pela polícia duas vezes... mas essa história e outras ficam pra próxima.














Um pedaço da casa do Siriguejo




Natal na casa o chefe! Vamos tomar todo o wiskey dele...
Dito e feito!




Galera de Waimea. Nós e os managers. Eu com o chapéu do Ka' Lei (o cara ã minha esquerda)
Essa mãozinha estranha significa Waimea & Mc'Donalds! Hahaha!



Waimea Boys (em pé) e galera de Kona.




Pôr-do-Sol no dia de Natal.




Ano novo! AAHHHHHH!!!
Loucura, loucura! E é tudo que eu tenho a dizer sobre isso. À lá Forrest Gump.



Galera pra rua... e solta foguete... e solta bombinha...
Ano Novo é isso aí!
Alegria, alegria. Cocô chocolate! Como diria O Babaca.



Hard Rock onde passamos a virada.





Esse vai pro Fievel! Ano novo no Hard Rock tem que tocar o que??





Hehehe!




Fazendo um som no Ano Novo.
Tentei tocar um samba com eles mas não rolou...
Galera muito gente boa!
É o tal do Aloha Spirit!




Com cara de saudosista em Waipio Valley








Dieta balanceada.